Calendário Litúrgico 

 

ANO LITÚRGICO 

LITURGIA

 

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Em volta deste núcleo fundamental da nossa fé, celebramos no Ano Litúrgico a memória do Ressuscitado na vida de cada pessoa e de cada comunidade.
 
A liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte de onde emana toda sua força, pois os trabalhos apostólicos se ordenam a isso: que todos, feitos pela fé e pelo batismo dos filhos de Deus, juntos se reúnam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem do sacrifício e comam a ceia do Senhor (cf. SC 10).
TEMPO LITURGICO 
 
O Ano Litúrgico revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a Encarnação e Nascimento até a Ascensão, ao Pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor. Ele assim nos propõe um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo, presente e operante nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos.
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A Liturgia nos ritmos do tempo

 

          O Ano Litúrgico não apenas recorda as ações de Jesus Cristo, nem somente renova a lembrança de ações passadas, mas sua celebração tem força sacramental e especial eficácia para alimentar a vida cristã. Por isso, o Ano Litúrgico é sacramento e, assim, torna-se um caminho pedagógico-espiritual nos ritmos do tempo.

 

          Como a vida, a liturgia segue um ritmo que garante a repetição, característica da ação memorial. Repetindo, a Igreja guarda a sua identidade. Para fazer memória do mistério, a liturgia se utiliza de três ritmos diferentes: o ritmo diário, alternando manhã e tarde, dia e noite, luz e trevas; o ritmo semanal, alternando trabalho e descanso, ação e celebração; o ritmo anual, alternando o ciclo das estações e a sucessão dos anos.

 

TEMPO LITURGICO ATUAL 2020

 

Tempo Comum - Ano A 

 

Com a Solenidade de Pentecostes, encerramos o Ciclo Pascal e entramos no Tempo Comum
que se inicia com a Solenidade da Santíssima Trindade e se encerra com a Solenidade de Cristo Rei do Universo, data em que muda o Ano Liturgico. 

 

O RITMO ANUAL
 
O Ano Litúrgico compreende dois tempos fortes: o Ciclo Pascal, tendo como centro o Tríduo Pascal, a Quaresma como preparação e o Tempo Pascal como prolongamento; o Ciclo do Natal, com sua preparação no Advento e o seu prolongamento até a festa do Batismo do Senhor. Além destes dois, temos o Tempo Comum.

OS CICLOS

O Ano Litúrgico segue 3 ciclos de leituras:
- Ano A – com a leitura do Evangelho de São Mateus.
- Ano B – com a leitura do Evangelho de São Marcos.
- Ano C – com a leitura do Evangelho de São Lucas.

O Ano Litúrgico não coincide com o ano civil, apesar de estarem próximos.

 

-  O Ano civil se inicia em 1º de janeiro e termina no dia 31 de dezembro.

- O Ano Litúrgico se inicia no Primeiro Domingo do Advento e termina na ultima semana do Tempo Comum, na Solenidade de Cristo Rei do Universo, sempre quatro emanas antes e depois do Natal.

 

O Ano Litúrgico é composto por 7 Tempos Litúrgicos, divididos em tempos e ciclos:

 

1 - Ciclo do Natal - com 2 Tempos

2 - Tempo Comum - estabelecido em 2 partes entre os ciclos do Natal e Pascal

3 - Ciclo da Páscoa - com 3 Tempos 

CICLO NO NATAL

1 - Tempo do Advento

É composto por 4 semanas de espera e preparação para o Natal, em cada domingo do Advento a Igreja ascende uma cor de vela  que acompanhada de uma liturgia própria. A Cor liturgixa é Roxa, um convite à conversão.

1. No primeiro domingo, acendemos a primeira vela – vermelha

– simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu a Mansão dos mortos para dar-lhes o perdão.

 

2. No segundo domingo, a segunda vela – verde

– acesa com a primeira, representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que creram na Promessa da Terra Prometida,

a Canaã dos hebreus; dali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo.

 

3. No terceiro domingo, a terceira vela – rosa

– acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela têm uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro.

 

4. No quarto domingo, ascendemos a última vela – branca

– simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria.

 

(Fonte: Cleofas)

Do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, até antes do Natal do Senhor. O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento apresenta-se como um tempo de piedosa e alegre expectativa.

 

2 - Tempo do Natal

Do Natal do Senhor até a festa do Batismo do Senhor. É a comemoração do nascimento do Senhor, em que celebramos a “troca de dons entre o céu e a terra”, pedindo que possamos “participar da divindade daquele que uniu ao Pai a nossa humanidade”. Na Epifania, celebramos a manifestação de Jesus Cristo, Filho de Deus, “luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação”.

 

Dentro deste Tempo, passamos pela Oitava de Natal, que é o prolongamento da graça, e é celebrado como se fosse um único dia. A Oitava de Natal é celebrada do dia do Natal até a Solenidade de Santa Mãe de Deus, Maria.

 

Neste período celebramos também algumas festas que complementam de forma especial as Solenidades do Tempo do Natal.

Festas na Oitava de Natal

26 de Dezembro – Festa de Santo Estêvão, 

primeiro mártir cristão.

27 de Dezembro – São João Apóstolo e Evangelista, 

o discípulo Amado.

28 de Dezembro – Festa dos Santos Inocente

assassinados por ordem de Herodes.

Solenidades no Tempo de Natal

 

1º Domingo – Festa da Sagrada Família.

1º de Janeiro – Solenidade de Santa Mãe de Deus, Maria.

2º Domingo – Solenidade da Epifania do Senhor.

 

 

TEMPO COMUM 

No Tempo Comum celebramos os mistérios da vida e ensinamentos Cristo, tempo de escuta da Palavra de Deus. É o Tempo mais extenso do Calendário Litúrgico e está dividido entre o Ciclo do Natal e o Ciclo da Páscoa. A tônica dos 33 (ou 34) domingos é dada pela leitura contínua do Evangelho. Cada texto do Evangelho proclamado nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito dos fins dos tempos. Neste tempo, temos também as festas do Senhor e a comemoração das testemunhas do mistério pascal (Maria, Apóstolos e Evangelistas, demais Santos e Santas).

Tempo Comum (1ª parte)

O Tempo Comum se inicia no dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor e se estende até a 3ª feira antes da Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma, quando faz uma pausa. É o tempo das primeiras pregações e ensinamentos de Jesus.

 

Tempo Comum (2ª parte)

O Tempo Comum recomeça na 2ª feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes do 1º domingo do Advento. Neste tempo passamos pela Solenidade da Santíssima Trindade até a Solenidade de Cristo Rei do Universo que precede o Tempo do Advento. É o tempo de reviver tudo o que o Senhor disse e fez para a nossa salvação.

CICLO PASCAL 

 

 

O Ciclo Pascal está dividido em três Tempos:

Tempo da Quaresma 

Semana Santa - Tríduo Pascal

Tempo da Páscoa

1- Tempo da Quaresma

Tempo de preparação para a Páscoa, com início na Quarta-feira de cinzas, percorrendo 5 domingos e vai até o Domingo de Ramos. É o tempo para preparar a Celebração da Páscoa. Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal.

 

Com Jesus, caminhamos 40 dias no deserto. Este é um tempo próprio de conversão, buscando a reconciliação com Deus, com o exercício da penitência cristã, Jejum, abstinência, oração e caridade.

2- Semana Santa e Tríduo Pascal 

Paixão, Morte e Ressurreição

 

A Semana Santa tem início no Domingo de Ramos, contando-se 4 domingos até chegar no Tríduo Pascal, este em especial, é o tempo de grande intensidade, onde passamos por momentos fortes.

 

O Tríduo Pascal começa na 5ª feira à noite (dentro da Semana Santa), com a Missa da Ceia,  (depois do por do sol), até a tarde do domingo da Páscoa da ressurreição. É o ápice do Ano Litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando, morrendo, destruiu a nossa morte e, ressuscitando, renovou a vida.

 

   - Quinta-feira Santa, com a Instituição da Eucaristia e Vigília Pascal.

   - Sexta-feira Santa, com a Celebração da Paixão de Cristo e beijo da Cruz.

   - Sábado Santo, Sábado de Aleluia. Durante o dia, Igreja permanece fechada, vazia e à noite explode em Alegria com a Ressurreição. Esta cerimônia tem início às escuras do lado de fora da Igreja, onde acontece a bênção da Água e do Fogo Novo. Após ascender o Círio Pascal, a Igreja canta a alegria da Ressurreição.  

 

3-  Tempo Pascal

 

Este tempo de alegria compreende 7 Domingos e que vai do Domingo de Páscoa, onde celebramos solenemente a Ressurreição de Jesus e vai até o Domingo de Pentecostes.

 

Os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes.

É o tempo da alegria e da exaltação, um só dia de festa, “um grande Domingo”.

 

São dias de Páscoa e não após a Páscoa. Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a Oitava da Páscoa, é o prolongamento do júbilo da Páscoa, e são celebrados como solenidades do Senhor.

 

A festa da Ascensão é celebrada no Brasil no 7º domingo da Páscoa. A semana seguinte, até Pentecostes, caracteriza-se pela preparação à celebração da vinda do Espírito Santo.

Fonte: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil - CNBB

 

 Acompanhar o Tempo Litúrgico nos introduz na vivência da espiritualidade cristã,

em especial do nosso Batismo, nos aproxima de Cristo,

através dos Mistérios da Encarnação, Vida, Morte e Ressurreição.

 

DIA SANTO DE GUARDA – MISSAS DE PRECEITO

Domingo é o dia especial e sagrado para o cristão católico, dia de celebrar o Mistério de Cristo na Santa Missa. Além do domingo, outras festas são determinadas também como Missa de Preceito, em que somos obrigados a participar.

 

Confira os “dias santos”, em que todos os católicos são obrigados a assistir a Santa Missa:

 

“Todos os Domingos” - sem excessão.

 

JANEIRO

   1 – Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus (Feriado)

   6 – Epifania – Festa dos Reis Magos

30 – Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo (passou para o domingo seguinte, 2 de junho)

 

MARÇO

19  – Solenidade de São José

 

MAIO

   1 - São José

 

JUNHO

20 – Corpus Christi (Feriado)

29 – Santos Apóstolos Pedro e Paulo (passou para o domingo seguinte)

 

AGOSTO

15 – Assunção de Nossa Senhora (passou para o domingo seguinte)

 

NOVEMBRO

   1 – Todos os Santos (passou para o domingo seguinte)

 

DEZEMBRO

   8 – Imaculada Conceição de Nossa Senhora

25 – Natal (Feriado)

 

Fonte: Afipe